Criptomoedas, o que são e como funcionam?

por | jan 6, 2022 | Educação Financeira | 2 Comentários

Por muito se ouvir falar em Bitcoin, as criptomoedas atraem cada vez mais a curiosidade dos brasileiros.

Mas pouco se sabe sobre o que é exatamente esse tipo de dinheiro, afinal existem várias outras moedas, além do Bitcoin.

O que é uma criptomoeda?

São moedas virtuais, utilizadas para realização de pagamentos em transações comerciais. Possuem a mesma função de comprar mercadorias e serviços, mas são completamente virtuais.

Existem três características básicas que diferenciam as criptomoedas das moedas regulares.

  • Descentralização
  • Anonimato
  • Custo zero de transação

A descentralização significa que essas moedas independem de regularização do Banco Central ou do Estado. As oscilações de preço ocorrem de acordo com a própria economia por trás da moeda, possuindo menor interferência do Estado do que uma moeda regular teria.

O único elemento que existe no processo é o sistema Blockchain.

Blockchain é um livro eletrônico que contabiliza todas as transações em criptomoedas realizadas. Esses registros são armazenados por uma grande comunidade de usuários espalhada pelo mundo, e permite acesso para fazer qualquer verificação, pois os dados são públicos.

Isso dificulta também a ação de hackers. Essa tecnologia de dados complexa é que garante a confiabilidade das transações.

As transações em criptomoedas também garantem um anonimato ao usuário. A maioria das transações não requer nenhum tipo de informação da pessoa.

Essas transações também têm custo zero, e isso é um diferencial. Não há nenhuma autoridade central para interferir, nem impor qualquer tipo de taxa as criptomoedas.

As moedas regulares são emitidas por bancos centrais ou instituições governamentais e toda transação feita está vinculada a taxas definidas pelo governo e bancos onde se realiza a transação.

Por isso, as criptomoedas acabaram se tornando uma alternativa viável principalmente para transações internacionais, em que as taxas podem ser altas se realizadas por meios regulares.

O surgimento das criptomoedas

Os estudos criptográficos avançaram bastante na década de 80, a possibilidade da criação de sistemas de moedas virtuais começou a ser perseguida.

Um grupo de desenvolvedores de criptografia, chamados de cyberpunks, liderados por David Chaum, lançaria as bases para a criação das criptomoedas

O objetivo desse grupo era criar um sistema de transações livres.

Além do grupo, um engenheiro de software chamado Wei Dai também vinha desenvolvendo sua versão de moeda virtual. Mas só em 2005, Nick Szabo, um criptógrafo estado-unidense desenvolveu o Bitgold, que utilizava o sistema Blockchain, que ainda é aplicado pelas criptomoedas modernas.

Mas essa moeda nunca chegou a ser implementada. Já o bitcoin alcançou um sucesso maior e é utilizado em transações no mundo inteiro, sendo a criptomoeda mais famosa.

Bitcoins – a criptomoeda mais conhecida do mundo

Em 2009 a criptomoeda começou a ser implementada ao uso de pessoas comuns.

O Bitcoin foi a primeira criptomoeda a ser reconhecida no mundo, e foi lançada para o público nesse ano por Satoshi Nakamoto, seu criador.

Pouco se sabe sobre ele, porém o Blockchain modernizou o sistema por trás das criptomoedas e possibilitou a ampliação de seu uso.

A partir do Bitcoin, outras criptomoedas foram surgindo, mas é a moeda que opera com maior aderência de comerciantes.

Hoje é possível utilizá-la para compra e venda de produtos, além de transferência de valores entre pessoas.

A partir de 2012, as empresas começaram a incluir o Bitcoin nos métodos aceitos de pagamento, e com o passar do tempo, o Bitcoin se tornou a criptomoeda mais utilizada no mundo.

Atualmente, mais de 14 mil estabelecimentos ao redor do mundo aceitam pagamentos com Bitcoins.

Porém, a sua volatilidade é grande. Alguns estudiosos acreditam que é apenas uma bolha especulativa, por conta do entusiasmo.

Em 2017, houve um grande aumento na procura por Bitcoins pela fama da moeda e histórias de pessoas que ficaram milionárias da noite para o dia com pouco investimento.

Isso gerou um aumento na cotação da moeda, mesmo assim, a oscilação dos preços pode se tornar um risco para investidores.

Defensores do Bitcoin argumentam que a volatilidade é temporária e a moeda está em processo de amadurecimento, e quanto maior for a aderência das pessoas à criptomoeda, maior será a estabilidade do meio de troca.

Altcoins

As altcoins são criptomoedas alternativas ao Bitcoin. Elas disponibilizam diferenciais em diversos sentidos, e trazem maior segurança, maior anonimato, maior velocidade de transações e um algoritmo diferenciado daqueles usados no Bitcoin.

Atualmente, há um tipo de altcoin para cada perfil e necessidade do investidor. São elas:

  • Litcoin: fundada em 2011, é uma das principais concorrentes do Bitcoin. Oferece um processamento de blocos 4 vezes mais rápido, levando apenas 2 minutos e meio cada transação. É uma das criptomoedas mais utilizadas.
  • Monero: é uma criptomoeda que promete total anonimato, em oposto ao relativo anonimato oferecido pelo Bitcoin. O sistema permite maior privacidade ao destinatário e a quantia da transação.
  • Petro: proposta em 2018 pelo governo Venezuelano, em uma tentativa de driblar a inflação no país. É a única que é emitida diretamente por um Estado. Em teoria, ela deve ser aceita para pagamento de impostos, taxas, contribuições e serviços públicos nacionais e a base de preço é de acordo com o valor do barril de petróleo.
  • Dogecoin: foi criada como uma piada em 2013 e viralizou, com o intuito de ser uma moeda apenas divertida. Mas tomou dimensões tamanhas que chegou a patrocinar atletas olímpicos e pilotos da Nascar, e cada vez mais vem ganhando espaço no mercado.

Desafios para o futuro das criptomoedas

Por poder ser usado por qualquer pessoa com acesso a internet, as criptomoedas estão cada vez mais revolucionando o sistema bancário, especialmente em relação a Blockchain, que pode ser utilizada para outros fins além de transferências de criptomoedas.

Os bancos também estão interessados, pois acabam sendo os principais perdedores com o uso dessa tecnologia, uma vez que o bitcoin, por exemplo oferece uma maneira segura de enviar dados sem precisar de um banco como terceira parte.

Augusto Maurício

Augusto Maurício

Formado em Engenharia, iniciei no mercado de ações em 2004 realizando operações de Swing Trade. Naquela época não existia muita informação como hoje e meu aprendizado foi baseado em livros e tentativas e erros. Com a prática conquistei mas conhecimento do que perdas, e não foram poucas. Hoje me sinto capaz e faço parte de uma equipe que me motiva a ajudar a transformação na vida das pessoas.

2 Comentários

  1. Excelente conteúdo, por mais que se escute falar muito de Criptomoedas, poucos possuem esse nível de detalhamento.

    • Boa tarde, Antônio!!
      Agradecemos pelo seu Feedback!

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